terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Lágrimas que ninguém ironiza



por marviodosanjos



Clarence Seedorf, como se sabe, é o mais bem acabado ídolo em atividade no país.

Nenhum jogador seria reverenciado e respeitado em qualquer clube como é o meia holandês do Botafogo. Nenhum jogador inspira mais inveja em qualquer torcedor de qualquer time do país por seu caráter, habilidade e liderança. Nem Neymar. É o Ministro da Autoestima do clube presidido por Maurício Assumpção.

Na última rodada do aconchegante Campeonato Estadual do Rio, num aumentativo porém honesto Moacyrzão, contra um humilde Macaé, Seedorf marcou três gols e chorou. Pela primeira vez, um estrangeiro que ganhou tudo no futebol europeu vazou lágrimas na quinta rodada da Taça Guanabara. Tudo de uma honestidade incrível, sem o detestável marketing que virou paródia.

Seedorf é dos sujeitos mais reais dos campos brasileiros – e parece cada vez mais autêntico em seu alvinegrismo. Cada vez mais distante, a zombaria do chororô nunca cola no meia, que já demonstrou em outras oportunidades ter sensibilidade e paixão pelo ofício e por quem lhe paga o salário – como se não lhe bastasse ser craque, mentalidade que falta a extraclasses como Ronaldinho e Ganso.

E aí é de se perguntar que projeto o Botafogo, clube, time e torcida, tem para Seedorf. É esquisito pensar num time em torno de um jogador, mas eu diria que o holandês é mais que um mero atleta. Seedorf é um momento único, um motivo para ser botafoguense como nunca.

Seria uma pena desperdiçar esse momento com uma campanha sem títulos, ou reduzida a um Estadual – que é o diminuto legado do último ídolo maiúsculo do Botafogo, o uruguaio Loco Abreu.

Loco merecia mais. Seedorf ainda merece. Seedorf merece um time que queira brigar por uma vaga na Libertadores, de preferência com um título nacional no peito, a fim de que seu último semestre pelo Botafogo – o primeiro de 2014 – possa ser o de uma conquista majestática.

Seedorf é o grande atalho que o Botafogo tem para voltar a ser respeitado como força viva do futebol. É hora de ser muito maior. Não é aceitável que o time passe mais um ano tendo como meta a habitual classificação antecipada para a Copa Sul-Americana.

O Engenhão precisa deixar de ser uma garçonnière na Zona Norte e virar casa, alçapão e inferno de uma vez por todas.

É preciso ter elenco para o Brasileiro, arrojo na janela de transferências e um nível de cobrança condizente com as ambições. Bolívar foi uma contratação correta, Bruno Mendes uma revelação bem-vinda, mas ainda cabe mais ousadia e ainda é necessário mais técnica. Que o Estadual não seja a meta do time de Oswaldo de Oliveira e que o técnico, por mais protetor que seja de seus comandados em seu discurso (que às vezes sonega a admissão de verdades), saiba exigir deles compromisso até o limite.

Com todo respeito ao Moacyrzão, Seedorf merece um palco melhor para derramar as lágrimas de sua provável eternidade alvinegra.

Em tempo: para mim, o fato de a avó de Seedorf ter morrido dez dias antes dos três gols em Macaé não relativiza seu pranto. Se ele chorou como chorou porque queria que sua avó tivesse visto o que ele fez no Moacyrzão, tudo que escrevi está mais do que confirmado.

Blog Márvio dos Anjos/GE

Com a palavra, o Botafogo


Diretoria do Botafogo fala sobre o polêmico vídeo dos vestiários


Sidnei Loureiro, supervisor de futebol do clube, falou à imprensa e deu a posição oficial do Botafogo sobre a polêmica gerada pelo vídeo promocional divulgado essa semana pela diretoria do clube em que os jogadores aparecem nas preleções de vestiário.

Sereno e seguro em suas declarações, o supervisor alvinegro afirmou que a torcida do Botafogo gostou de conhecer os bastidores do vestiário da equipe e que a polêmica gerada é desnecessária e descabida por parte dos adversários. Mandou bem, o Loureiro.

Com os devidos esclarecimentos, espera-se que o caso seja encerrado.




Por outro lado, escalado para falar, Marcelo Mattos elogia o esquema tático do Botafogo e discorre sobre o sistema defensivo do time, que no campeonato é, até o momento, o menos vazado da Taça Guanabara juntamente com o Bangu, com dois gols sofridos. 

O jogador exalta a ajuda dos atacantes na marcação e a subida de produção dos laterais além da experiência da dupla de zaga formada por Bolivar e A. Carlos. O volante, demonstrando humildade, não atribui a subida de produção do sistema defensivo à sua volta ao time titular.




E ainda, para que não viu ou quer rever, segue o vídeo dos gols de Macaé 1 a 3 Botafogo, partida disputada na noite do último domingo, no Moacyrzão, válido pela 5ª rodada da Taça Guanabara 2013, 1º Turno do Campeonato Carioca.

Os três gols do Bota foram marcados pelo craque Seedorf, fato inédito em toda a carreira vitoriosa do meia holandês. Muito aplaudido pela torcida na saída de campo, Seedorf se emocionou ao ser afagado por todo o time, chegando às lágrimas. 

O trabalho de montagem e edição desse vídeo é de Johnny Di Botafogo com narração de Fernando Bonam da Rádio Globo, RJ.

Para finalizar, as imagens de Macaé 0 x 1 Botafogo, válido pela Taça Guanabara de Juniores.


Por Felipaodf/BotafogoDePrimeira