terça-feira, 9 de outubro de 2012

A volta de Loco Abreu




Diante de mais uma campanha fracassada no Brasileirão, onde o objetivo principal e possível era uma vaga na Libertadores - competição que não disputamos a exatos dezesseis anos (1996), a torcida sonha com a reformulação do elenco para a próxima temporada, começando pela direção técnica e departamento de futebol. 

Como esse assunto é muito complexo e envolve interesses outros que a torcida não tem conhecimento, nos concentraremos na recomposição do elenco com as possibilidades que podem se tornar realidade sem muita especulação.

Nessa linha, nos concentraremos no ataque onde residiu uma das principais falhas na remontagem do elenco a partir do meio de temporada. No começo, tínhamos uma boa base no setor que nos dava a esperança de sonhar com objetivos mais altos, seja na Copa do Brasil, Sul Americana e Brasileirão. 

Mas, numa reformulação inesperada e até hoje mal explicada, mandamos embora de uma só vez, por motivos variados, os jovens Alex e Caio e os experimentados Loco Abreu, Herrera e Maicossuel. Jobson, que havia sido reintegrado ao elenco no começo da temporada e seria um dos protagonistas do time nessa posição, de novo não se enquadrou no esquema de trabalho e foi afastado naquela ocasião. 

Para compensar o obscuro desmanche, a diretoria contratou um pseudo atacante. O desconhecido Rafael Marques desembarcou em General Severiano como solução para a falta de gols, vindo diretamente do Japão. Deu no que deu. Tardiamente,  ainda fechou com empresários a vinda do jovem Bruno Mendes, ex-Guarani, como aposta para o futuro. 

Nesse ínterim, o atual técnico, do alto de suas convicções, insistiu em improvisar o esforçado Elkeson como primeiro (único) atacante numa aposta ousada que não vem dando o resultado esperado.

Hoje o que se deslumbra são as voltas de Caio e Loco Abreu, emprestados ao Figueirense no meio da temporada. O primeiro se firmou como titular e faz um bom campeonato com nove gols marcados  devendo ter sua volta confirmada ao final da temporada. Já El Loco, que teria saído por não aceitar a condição de ficar como opção na reserva, pouco jogou no novo clube, se conformando com as convocações para a seleção uruguaia onde também não joga com frequência. Ele tem contrato até o final de 2013 com o clube catarinense, porém existe uma cláusula que prevê seu desligamento caso o Figueirense desça para a segunda divisão o que, nessa altura do campeonato, parece inevitável.

Portanto, já teríamos duas boas opções na mão para o ataque da próxima temporada, desde que o rabugento Oswaldo, que se diz confirmado no cargo, não crie mais problemas. E ainda, reveja seu esquema de um ou nenhum atacante que, aliado às carências históricas na defesa, não nos levou a nada até agora.

Feliz 2013, Botafogo!

Por Felip@odf/BotafogoDePrimeira

Presidente do Botafogo: 'Não é complicado pensar para frente'


Maurício Assumpção não joga a toalha por vaga na Libertadores, mas fala em trabalho de médio e longo prazo no clube e exalta investimento na base

Reeleito no fim do ano passado para mais um mandato de três anos, o presidente Maurício Assumpção ainda está atrás da sonhada vaga na Taça Libertadores, competição que o Botafogo não disputa desde 1996. A dificuldade imposta pelo Campeonato Brasileiro e as eliminações precoces na Copa do Brasil e na Copa Sul-Americana reduziram as chances de o objetivo ser alcançado. Mesmo sem desanimar, o dirigente faz questão de exaltar o trabalho que vem sendo realizado nas categorias de base do clube e nos resultados esperados para o futuro.

Apesar da ansiedade no clube por conquistas imediatas, Maurício não aumenta a pressão já existente sobre o departamento de futebol do Botafogo e pensa no que vem pela frente, mesmo consciente de que ficar fora da Libertadores de 2013 não estava em seus planos. Desde 2009, seu primeiro ano na presidência, o time profissional celebrou apenas o título do Campeonato Carioca de 2010.
Oswaldo de Oliveira tem a confiança de Maurício Assumpção (Foto: Satiro Sodré/Agif/Agência Estado)
- Eu acho que não é complicado pensar para frente. O pessoal fala: "Ah, mais um ano perdido". Mas será que as pessoas não enxergam que o Botafogo está em uma crescente? Os resultados não são os que a gente quer. É claro, óbvio que eu gostaria de disputar a Libertadores. A gente monta time com três milhões e meio de orçamento contra times da ponta da tabela que tem orçamento de sete, oito, 11 milhões. Na divisão de base, você equipara isso - disse Maurício.

Durante a temporada, Dória, Gabriel e Jadson conquistaram as posições de titulares no time comandado pelo técnico Oswaldo de Oliveira. Para o futuro, o presidente projeta um maior número de jogadores formados no clube ocupando esse espaço. Para o ano que vem, a expectativa de contratações, inclusive, deve ser em menor número justamente por conta do surgimento de revelações em condições de serem escaladas sem maiores preocupações.
Eu hoje tenha talvez que trazer três, quatro peças para o ano que vem. Posso puxar da base. Quando você tem isso, é mais fácil montar elenco. Todos os times na ponta do Brasileiro, fizeram esse trabalho, de médio e longo prazo"
Maurício Assumpção

- Esse trabalho demora. Reestruturar o Botafogo não é fácil. Em 2009, se não pensássemos na frente, estaríamos mortos. A qualificação tem acontecido de maneira gradual. A gente precisa qualificar mais. Eu hoje tenha talvez que trazer três, quatro peças para o ano que vem. Posso puxar da base. Quando você tem isso, é mais fácil montar elenco. Todos os times na ponta do Brasileiro, fizeram esse trabalho, de médio e longo prazo. Se quisesse abandonar, tinha abandonado, pego o dinheiro que investi na base e contratado um elenco mais caro que esse. Ia ganhar título? Talvez um. E no ano seguinte? - questionou o dirigente.

Com 40 pontos, o Botafogo está na sétima colocação no Brasileiro. Para chegar ao quarto lugar, ocupado pelo Vasco, precisa tirar uma diferença de 10 pontos, além de torcer contra São Paulo e Atlético-GO na Copa Sul-Americana. Mesmo assim, ainda acredita na classificação e usou o exemplo do Palmeiras, campeão da Copa do Brasil e garantido na Libertadores do ano que vem, que luta contra o rebaixamento no Brasileiro, para mostrar a dificuldade da competição.

- É um elenco muito mais caro que o meu e estão nesta situação. Tenho conversado sempre com o Oswaldo, tanto eu quanto o vice de futebol, Chico Fonseca. Jogar a toalha jamais. Quem vê o time do Botafogo jogando como no sábado, contra o Fluminense, não pode jogar a toalha. A gente quer título, eles têm de se matar e estão se matando. Não sou eu que estou falando. Vocês viram sábado. O Abel falou na entrevista que nos primeiros vinte minutos o Botafogo deixou o Fluminense sem saber o que fazer. Eles são profissionais, sabem da responsabilidade que têm. Estão jogado bem, mas não conseguem vencer. Esse elenco tem moral, é composto de jogadores com caráter, não vão se entregar e vão tentar dar essa alegria ao Botafogo - afirmou o presidente.

Para ilustrar a sua preocupação com a reestruturação do clube, Maurício lembrou o avanço no número de sócios proprietários, que aumentou de 900 para quase quatro mil, e de sócios torcedores, pulando de três mil para mais de 11 mil. Além disso, citou a importância de o clube ter conseguido manter pelo menos um percentual de cada jogador do elenco atual.


Por Thales SoaresRio de Janeiro